sexta-feira, 29 de julho de 2011

Algum Dia

 

 
 
Quando você era um garoto, você não tinha lugar no mundo dos seus pais. Você caia como as folhas de uma velha árvore quase morta. Você ia à escola mas os professores lhe faziam sentir um tolo. Enquanto as crianças brincavam com alegria, você era aquele que eles evitavam.
Um dia você encontrará um lugar melhor para ficar...
Você nunca mais precisará se sentir assim outra vez. Outra vez, outra vez.

Mostre um sorriso, eles poderiam gostar de te ter como um membro do clube. Eles vão te comprar bebidas e te contarão mentiras. Guarda-chuva de papel com gelo no drink.
Ninguém se importa, com esse maldito rostinho bonito que você tem. Isto não significa grande coisa nesta vida.
 
Então encontre o precipício mais alto e salte.
Um dia você irá encontrar um lugar melhor para ficar...
Você não precisará se sentir assim outra vez.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

terça-feira, 12 de julho de 2011

Inocência

 
 
 
 
 
 
Eu acordei hoje dentro de um trem de sonhos. A chuva caía em preto e branco
Permaneci e observei o resto do que sobrou do meu próprio mundo, desmoronando.
Eu contive minhas lágrimas... Um dia vem depois do outro.

A chuva caindo, acariciou minha pele novamente. Deixe-a escorrer para lavar.
Um tempo que se foi, um sentimento a muito tempo negado.
Meu coração não está mais atado à dor.

E agora está claro, um dia leva a outro. Eu seco minhas lágrimas. 
Existe muito mais para descobrir em outro lugar...

Eu ouço o som de milhares de vozes. Eu perdi minha inocência.
Eu estou no meu caminho através do deserto, para resgatar o que eu mandei embora do meu coração.

Agora está claro, um dia leva a outro. Nós enfrentaremos nossos medos e acharemos o caminho de volta, um para o outro...

Eu ouço o som de milhares de vozes. Eu perdi minha inocência.
Eu estou no meu caminho através do deserto, para resgatar o que eu mandei embora do meu coração.
 
Eu ouço o som de milhares de vozes. Eu perdi minha inocência.
Eu estou no meu caminho através do deserto, para resgatar o que eu mandei embora do meu coração.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

sábado, 9 de julho de 2011

Quando Você Voltar


 

Meu amor, cuidado na estrada
E quando você voltar
Tranque o portão
Feche as janelas
Apague a luz
e saiba que te amo.










quarta-feira, 6 de julho de 2011

Lapis Philosophorum







E é assim que começa o meu fim de tarde de hoje.
Solitário de corpo mas acompanhado pelo espírito do lugar.
Sinto os amigos, as brincadeiras, as conversas (algumas vezes sérias até demais) que ainda permanecem aqui...

Mas é assim que me sinto. Um pôr do sol rosa alaranjado no horizonte e uma lua crescente no topo do céu.
Ainda escrevo à luz do dia. Daqui a pouco estará escuro.
Este lugar não é, mas representa muito.

Onde tudo começou... Onde a nova vida começou!

Cheguei adiantado, mais ou menos, uma hora e meia. Mas eu sabia que viria pra cá, passar o tempo. 
Eu sabia que estaria pra me acolher, como acolhe todos os corações amistosos que param por aqui.

Ficou escuro. Alguém gritou meu nome... Não, não era comigo!
Enfim...


Sempre que estou aqui me sinto acompanhado. 
Sempre que estiver aqui, me sentirei bem ou melhor. 
Sempre me lembrarei daqui quando não mais estiver.
Aqui, nos resume. Aqui, se resume a nós.

Nós que um dia... estivemos aqui!









Lucas Regal • 05.07.2011

sábado, 2 de julho de 2011

Em Minha Vida ♫

 
 
 
Há lugares dos quais vou me lembrar por toda a minha vida, embora alguns tenham mudado.
Alguns para sempre, e não para melhor. Alguns já nem existem, outros permanecem.

Todos esses lugares tiveram seus momentos com amores e amigos, dos quais ainda posso me lembrar. Alguns já se foram, outros ainda vivem.
Em minha vida, amei todos eles!

Mas de todos esses amigos e amores não há ninguém que se compare a você!
E essas lembranças perdem o sentido quando eu penso em amor como uma coisa nova.
Embora eu saiba que eu nunca vou perder o afeto por pessoas e coisas que vieram antes...
Eu sei que com freqüência eu vou parar e pensar nelas.
Em minha vida, eu amo mais a você...
 
Em minha vida... eu amo mais a você!
 
 
 
 
 
 
In My Life • The Beatles

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Tempo & Mundo





A gente nasce bom e ponto!

O mundo estraga a gente. O mundo é gente. Gente imunda.

O que me faz repensar sobre a, há muito, desgastada teoria do meu pai: “Não quero pôr um filho nesse mundo sujo pra ter que passar por tudo que passamos ou ser corrompido pela ruindade das pessoas [...]”. 
Faz sentido?! Eu nunca consegui chegar a uma conclusão. É egoísta suficiente, por segurar uma vida que poderia um dia se tornar verdade. É bonito suficiente, por querer evitar que a futura e suposta vida venha a passar pelo o que nós passamos: simples momentos de felicidade.

Contando com o fato de que nós só crescemos uma vez na vida, não sei se estou no caminho certo ou se realmente estou me tornando um velho rabugento antes da hora. Só sei que as coisas não tem mais cor como tinham antes. Não, não tenho histórico de daltonismo na família.

Com o tempo você é obrigado a deixar sua bondade de lado pra encarar o mundo. Nem que seja o mundo ali na esquina e voltar. Enfim, guardado às proporções, o valor é o mesmo pra todos! 
Daí você descobre que você vive no mundo, então é proibido de pegar de volta sua bondade que um dia você teve.

Eu tinha só bondade quando criança. Hoje ainda tenho muita bondade da qual as pessoas ainda se aproveitam com fartura. Isso é desgastante pois o garoto legal de antes acaba virando o tal velho rabugento de amanhã. Não gosto de ser assim. Essa não foi minha criação e essa não é minha índole, mas não dá pra bancar o bonzinho/bobo e abaixar a cabeça pros outros que não souberam usar da bondade e se deixaram corromper pelo (i)mundo.

Mas aquela bondade continua dentro de nós. A gente sabe quando estamos falando dela, apesar de que ela fica inacessível.

É o que eu digo quando falo sobre sonhos de crianças, abangendo uma parte minúscula da questão em geral. Os meus eram poderosos e tão impactantes que me faziam arrepiar sempre que tinha tempo de pensar neles. Não interessa se o sonho era ser um Power Ranger, voar como as águias no Discovery Channel, pensar que o mundo era seu porque você era o único garoto de 6 anos da escola que ouvia The Beatles ao invés de Xuxa e Eliana, ou simplesmente querer soltar um Ave Fênix quando estava furioso. Aquilo tinha alma, tinha chama, tinha vida. E a meu ver, são todos esses sonhos, pensamentos e devaneios que tivemos na infância que nos guiam quando o grande mundo mau já nem mais nos diz o que fazer.


Pois infelizmente, a verdade é que depois de crescidos... a magia acaba!









Lucas Regal • Junho.2011