A gente nasce bom e ponto!
O mundo estraga a gente. O mundo é gente. Gente imunda.
O que me faz repensar sobre a, há muito, desgastada teoria do meu pai: “Não quero pôr um filho nesse mundo sujo pra ter que passar por tudo que passamos ou ser corrompido pela ruindade das pessoas [...]”.
Faz sentido?! Eu nunca consegui chegar a uma conclusão. É egoísta suficiente, por segurar uma vida que poderia um dia se tornar verdade. É bonito suficiente, por querer evitar que a futura e suposta vida venha a passar pelo o que nós passamos: simples momentos de felicidade.
Contando com o fato de que nós só crescemos uma vez na vida, não sei se estou no caminho certo ou se realmente estou me tornando um velho rabugento antes da hora. Só sei que as coisas não tem mais cor como tinham antes. Não, não tenho histórico de daltonismo na família.
Com o tempo você é obrigado a deixar sua bondade de lado pra encarar o mundo. Nem que seja o mundo ali na esquina e voltar. Enfim, guardado às proporções, o valor é o mesmo pra todos!
Daí você descobre que você vive no mundo, então é proibido de pegar de volta sua bondade que um dia você teve.
Eu tinha só bondade quando criança. Hoje ainda tenho muita bondade da qual as pessoas ainda se aproveitam com fartura. Isso é desgastante pois o garoto legal de antes acaba virando o tal velho rabugento de amanhã. Não gosto de ser assim. Essa não foi minha criação e essa não é minha índole, mas não dá pra bancar o bonzinho/bobo e abaixar a cabeça pros outros que não souberam usar da bondade e se deixaram corromper pelo (i)mundo.
Mas aquela bondade continua dentro de nós. A gente sabe quando estamos falando dela, apesar de que ela fica inacessível.
É o que eu digo quando falo sobre sonhos de crianças, abangendo uma parte minúscula da questão em geral. Os meus eram poderosos e tão impactantes que me faziam arrepiar sempre que tinha tempo de pensar neles. Não interessa se o sonho era ser um Power Ranger, voar como as águias no Discovery Channel, pensar que o mundo era seu porque você era o único garoto de 6 anos da escola que ouvia The Beatles ao invés de Xuxa e Eliana, ou simplesmente querer soltar um Ave Fênix quando estava furioso. Aquilo tinha alma, tinha chama, tinha vida. E a meu ver, são todos esses sonhos, pensamentos e devaneios que tivemos na infância que nos guiam quando o grande mundo mau já nem mais nos diz o que fazer.
Pois infelizmente, a verdade é que depois de crescidos... a magia acaba!
Lucas Regal • Junho.2011

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