Acolha-me... entretenha-me, satisfaça minhas necessidades.
Um abraço apenas, para um alguém tão necessitado de conforto.
O que custa?
Imagino eu que estou sempre presente de alma quando precisas. Em dias de chuva ou de sol.
Mas, e quando sou eu quem necessita? A quem recorro?
E quando sou eu quem precisa de atenção, de um carinho ou abraço apertado?
Meus olhos se enchem d’água por sentir, num instante, o vazio nestes braços.
Por não suportar mais a sensação do frio, da apatia e da indiferença.
Corta-me feito uma faca, dilacerando meus músculos do peito... cravando, finalmente, bem no coração.
E dói, machuca... agonizo em um breve instante de despedida.
Respiro fundo, engulo as lágrimas, recupero as forças e por fim, sem conseguir expressar outra reação, padeço e brado baixinho:
“- Amor... beijo!”
L.R.

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